
Ronaldo durante a Copa do Mundo de 2002 — Foto: Reprodução/TV Globo
A Seleção Brasileira encara o Marrocos neste sábado (13) e inicia uma nova trajetória em busca do hexacampeonato. A caminhada na Copa do Mundo de 2026 poderá ser acompanhada de perto por meio de redes sociais, notificações em tempo real e imagens em altíssima definição.
Trata-se de um progresso imenso em comparação com o ano do último título mundial do Brasil. Em 2002, a experiência de assistir ao Mundial e interagir na internet com outras pessoas envolvia transmissões televisivas de qualidade inferior e conexões mais lentas.
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Na época do pentacampeonato, a velocidade da internet no Brasil costumava ficar restrita a aproximadamente 56 kbps. Atualmente, a banda larga no país é centenas de vezes mais veloz, atingindo 221 Mbps em média, conforme dados divulgados no início de maio pela consultoria Ookla.
A antiga internet por conexão discada utilizava a linha telefônica e cobrava por pulsos elétricos. O valor da tarifa variava ao longo do dia e, por isso, muitas pessoas optavam por navegar à noite ou nos fins de semana, quando a rede era menos movimentada.
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E, em vez de telas finas, os computadores empregavam monitores de tubo (a mesma tecnologia das televisões daquela época). Aparelhos até então avançados, como iPod e PlayStation 2, já existiam, mas ainda não eram populares no Brasil. Recorde como foi acompanhar a Copa de 2002.
Sem redes sociais
As alternativas para trocar mensagens pela internet eram bem mais limitadas em 2002. Nem mesmo serviços que se tornaram extremamente populares no Brasil e já foram descontinuados, como Orkut e Skype, existiam.
Sem plataformas como Instagram, WhatsApp ou X, a solução era recorrer a serviços como ICQ, mIRC e salas de bate-papo online. Também era possível interagir por meio de correntes de e-mail.
ICQ no Windows 98 — Foto: Reprodução/Isaac Mor
O ICQ, por exemplo, chegou a ter 100 milhões de usuários em 2001. Cada um deles possuía um número de identificação e usava o código para adicionar amigos.
Com o passar dos anos, o serviço perdeu espaço para o MSN Messenger, que oferecia mais funcionalidades e era mais acessível aos usuários por vir instalado em novos computadores da Microsoft.
O Windows do papel de parede
A Copa de 2002 foi a primeira com o Windows XP, lançado um ano antes. O sistema da Microsoft ficou marcado por seu papel de parede padrão, que exibe um gramado verde contrastando com o céu azul.
Computadores com 512 MB de RAM e 30 GB de armazenamento eram considerados avançados. Hoje, essas especificações são facilmente superadas até pelos smartphones mais simples.
Papel de parede 'Bliss' ficou famoso no Windows XP — Foto: Reprodução
E até ações simples, como ouvir música, eram bem distintas. A iTunes Store, loja da Apple para baixar músicas, ainda não havia sido lançada, e a alternativa era copiar faixas de CDs ou usar serviços como Kazaa. Para ouvir fora de casa, era necessário recorrer a um discman. O iPod até já havia sido lançado antes do penta, mas era extremamente caro.
O Windows XP permaneceu como o sistema de computador mais usado do mundo até 2012, quando foi finalmente superado em número de usuários pelo Windows 7, lançado três anos antes. Os dados são da empresa de análise de mercado Net Applications.
Atualmente, o Windows 11 é o sistema da Microsoft com mais usuários. No entanto, a plataforma mais usada em todo o mundo é o Android, presente na maioria dos smartphones, além de tablets, computadores, relógios inteligentes e smart TVs.
Celular 'tijolão'
Se hoje os celulares mais conhecidos são o iPhone 17 e o Galaxy S26, quem dominava em 2002 era o Nokia 3310. Ele ganhou o apelido de "tijolão" devido à sua capacidade de continuar funcionando após inúmeras quedas.
O aparelho contava com tela monocromática de 1,5 polegada, teclas numéricas que também serviam para escrever mensagens e suporte para 4 jogos. Um deles era o clássico "snake", o famoso jogo da cobrinha.
Nokia 3310 — Foto: Kevin Steinhardt/Flickr
Mas enquanto o antigo modelo tinha armazenamento de 1 kb, a capacidade dos celulares mais novos é centenas de milhões de vezes maior, considerando o espaço de 256 GB.
O Nokia 3310 vendeu 126 milhões de unidades e se tornou um dos celulares mais populares da história. O sucesso foi tão grande que, em 2017, a HMD Global, que assumiu o controle da marca, relançou o aparelho.
Grande sucesso de vendas, o Motorola V3 só seria lançado dois anos depois. Até então, o celular "flip" mais famoso do mercado era o StarTAC, que teve várias gerações desde seu lançamento em 1996.
Motorola StarTAC — Foto: Reprodução/Mobile Phone Museum