OpenAI derrota ação da xAI sobre suposto roubo de segredos comerciais

OpenAI derrota ação da xAI sobre suposto roubo de segredos comerciais — Tech | Versia.media

Uma juíza federal dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira, uma ação judicial apresentada pela xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, que acusava a OpenAI, de Sam Altman, de ter se apropriado de segredos comerciais da companhia.

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A juíza Rita Lin, de São Francisco, determinou que a xAI não foi capaz de demonstrar que a OpenAI incentivou o ex-engenheiro da empresa, Xuechen Li, a obter informações confidenciais de maneira ilegal.

De acordo com a magistrada, também inexistem provas de que Li tenha divulgado segredos comerciais da xAI durante uma palestra que realizou enquanto participava de um processo de recrutamento da OpenAI.

Lin encerrou o caso de maneira definitiva, declarando que seria "inútil" permitir que a xAI desse continuidade à ação. Em fevereiro, ela já havia rejeitado uma versão anterior do processo.

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Apresentada originalmente em setembro do ano passado, a ação alegava que ex-funcionários da xAI levaram informações sigilosas da empresa, incluindo códigos-fonte relacionados ao chatbot Grok, ao deixarem seus cargos para trabalhar na OpenAI.

A decisão de segunda-feira (15) representa a segunda derrota judicial de Musk contra a OpenAI em um período de quatro semanas.

Em 18 de maio, um júri federal decidiu contra o homem mais rico do mundo em seu processo de US$ 150 bilhões, no qual ele acusava a OpenAI e Altman de "roubarem uma instituição de caridade" ao traírem a missão original da empresa como uma organização sem fins lucrativos para enriquecerem a si próprios.

A xAI faz parte do grupo SpaceX, controlado por Elon Musk, que atua nas áreas espacial, de satélites e de inteligência artificial.

Os advogados da xAI não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. A OpenAI e seus advogados também não responderam de imediato a solicitações semelhantes.

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT — Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo

Rotina de trabalho

A ação da xAI baseava-se em uma apresentação feita por Li antes de ser recrutado pela OpenAI.

A empresa de Musk afirmou que a OpenAI tentou obter segredos relacionados ao lançamento do Grok 4, previsto para julho de 2025.

De acordo com a acusação, a empresa sabia que uma futura atualização do ChatGPT "não conseguiria competir" em raciocínio complexo e estaria "atrasada" em técnicas como aprendizado por reforço e pós-treinamento, áreas nas quais Li teria conhecimento especializado.

A juíza, no entanto, afirmou que é rotineiro solicitar que candidatos discutam experiências profissionais anteriores e que não há provas de que a OpenAI tenha pressionado Li a revelar informações confidenciais.

"Sustentar o contrário poderia expor empregadores a responsabilidades legais sempre que questionassem o histórico profissional de um candidato", escreveu a juíza Lin.

A OpenAI afirmou que Li nunca trabalhou para a empresa e que jamais obteve segredos da xAI.

Ao solicitar o arquivamento do processo, os advogados da OpenAI declararam: "A OpenAI não precisa nem quer segredos comerciais de ninguém, especialmente da xAI, que está fracassando no mercado e perdendo talentos em ritmo acelerado."

Li é processado separadamente pela xAI e nega qualquer irregularidade.

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