Por que ataque hacker a fornecedor preocupa a Apple antes do lançamento do iPhone 18

Por que ataque hacker a fornecedor preocupa a Apple antes do lançamento do iPhone 18

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple nos EUA, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Shannon Stapleton

Fotos do futuro iPhone 18 Pro, previsto para ser lançado em setembro, foram parar na dark web depois de um ataque hacker à Tata Electronics, fornecedora indiana da Apple . O material vazado inclui ainda uma lista confidencial de componentes e fornecedores da gigante americana.

As informações foram confirmadas por meio de documentos e de uma fonte da Reuters, uma semana após a Tata Electronics informar ter sido alvo de um incidente de cibersegurança. Mais de 200 mil arquivos foram vazados pelo grupo de ransomware World Leaks, segundo a agência de notícias.

🔎 Ransomware é um tipo de ataque hacker que bloqueia dados de um sistema e exige um resgate para que eles sejam liberados. Em alguns casos, as informações são vazadas na dark web , área restrita da internet, disponível apenas por meio de programas específicos.

Nos novos documentos, pelo menos seis arquivos detalham vários componentes do iPhone 18 Pro para uma fornecedora da Apple . Eles incluem detalhes de chips na placa de circuito principal, bem como partes da bateria e das câmeras.

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Vários dos arquivos vazados têm marcas d'água com o aviso "confidencial" e nomes de código internos da Apple , consistentes com a geração do iPhone 18 Pro, segundo uma fonte da Reuters.

Na pasta com arquivos do iPhone 18 Pro, há fotografias dos celulares sendo submetidos a testes de queda em uma das fábricas da Tata, datadas do início de 2026.

As fotos mostram um aparelho convencional, cinza e com formato retangular, com um conjunto de três câmeras traseiras e o logotipo da Apple .

A Reuters não conseguiu identificar com certeza o número do modelo do telefone, mas a fonte disse que as fotos são de modelos do iPhone 18 Pro.

A Apple considera esse detalhe sensível e está preocupada com a divulgação dos documentos na dark web, já que se referem a modelos ainda não lançados, segundo uma fonte da Reuters.

O material detalha centenas de componentes presentes no próximo celular e mapeia fabricantes de peças, informação que a empresa não divulga em seu banco de dados público de fornecedores, disse a fonte.

Modelos da linha iPhone 17 em loja da Apple em Taiwan, em foto de 19 de setembro de 2025 — Foto: Reuters/Ann Wang

Os registros também mostram onde a Apple adquire peças de vários fornecedores e onde depende de apenas alguns, expondo tanto seu poder de negociação quanto suas vulnerabilidades.

O material que já tinha sido analisado por pesquisadores contava com supostos projetos de peças de iPhones e da montadora Tesla, que também é cliente da Tata. Os arquivos reuniam ainda documentos da TSMC e da Qualcomm, que fabricam componentes usados em iPhones.

Vazamento segue em investigação

A Tata restringiu o acesso interno a sistemas sensíveis enquanto investiga o incidente e contratou uma consultoria global para realizar uma auditoria forense. A Apple investiga o assunto e trabalha com a fornecedora em medidas de longo prazo.

O incidente ameaça acordos da Apple com sua rede de fornecedores que fabricam peças do iPhone e a relação da empresa com a Tata Electronics, visto que os contratos costumam ter várias cláusulas de confidencialidade.

O vazamento pode contribuir ainda para que concorrentes, falsificadores e os próprios fornecedores da Apple tenham uma ampla visão de quem fabrica cada componente.

A exposição indevida dos dados acontece em um momento em que a Tata se consolida como uma das fornecedoras mais importantes da Apple fora da China, em uma iniciativa do primeiro-ministro indiano Narendra Modi de tornar o país em uma potência na fabricação de eletrônicos.

A entrada da Apple na Índia depende da Tata, sua mais nova montadora principal. A Índia está perto de produzir 26% dos iPhones do mundo em 2026, um aumento em relação aos 6% de quatro anos atrás, segundo a empresa de pesquisa Counterpoint.

A Apple também lida com o caso dias após aumentar os preços do iPad e do MacBook devido à alta dos custos de chips de memória e armazenamento. Analistas esperam que a empresa aumente os preços do iPhone nos próximos meses.

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